P A R A N Á

O Estado do Paraná está localizado na região Sul do país. Sua área é de 199 307,922 km², um pouco menor que a Romênia, país com formato semelhante. Curitiba é, ao mesmo tempo, a capital e município mais populoso do estado. O Paraná está dividido em 39 microrregiões e 10 mesorregiões, subdivididos em 399 municípios. Londrina, Maringá, Ponta Grossa, Cascavel, São José dos Pinhais, Foz do Iguaçu, Colombo, Paranaguá, Arapongas, Guarapuava, Apucarana, Toledo, Araucária, Pinhais, Campo Largo, Umuarama, Cambé e Almirante Tamandaré são os outros municípios com população superior a cem mil habitantes.

O Paraná, cujo território abrange toda a extensão da antiga República do Guairá à época do Império Espanhol, era a província mais nova do Império do Brasil, desmembrada da de São Paulo em 1853, sendo primeiro presidente o senhor Zacarias de Góis e Vasconcelos. Foi criada como punição pela participação dos paulistas na Revolta Liberal de 1842. É também o mais novo estado da Região Sul do Brasil, logo depois do Rio Grande do Sul (1807) e Santa Catarina (1738). O estado é historicamente conhecido por sua grande quantidade de pinheirais espalhados pela porção sul planáltica, onde o clima é subtropical úmido, como nos estados de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul, enquanto o resto do Brasil é tropical. A espécie predominante na vegetação é a Araucaria angustifolia. Os ramos dessa árvore aparecem na bandeira e no brasão, símbolos adotados em 1947. Atualmente, esse ecossistema encontra-se muito destruído devido à ocupação humana.

O relevo do Paraná é dos mais altos do Brasil: 52% do território estadual tem altitude superior a 600 metros e somente 3% do território tem altitude inferior a 300 metros. Os rios mais importantes do Paraná são o Paraná, o Iguaçu, o Ivaí, o Tibagi, o Paranapanema, o Itararé e o Piquiri. O Paraná é dotado de um clima temperado. As principais atividades econômicas do Paraná são a agricultura (cana-de-açúcar, milho, soja, trigo, café, tomate, mandioca), a indústria (agroindústria, indústria automobilística, papel e celulose) e o extrativismo vegetal (madeira e erva-mate). De acordo com o PIB, o Paraná é o quinto estado mais rico do Brasil, atrás de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Rio Grande do Sul. O setor agropecuário do Paraná é muito diversificado e altamente produtivo, assim como um progressivo setor industrial. É o maior estado produtor de milho do Brasil e de soja e o segundo de cana-de-açúcar.

O nome do estado é derivado do rio que delimita a fronteira oeste de seu território, onde ficava o salto de Sete Quedas (hoje submerso pela represa da Usina Hidrelétrica de Itaipu) na divisa com Mato Grosso do Sul, já na Região Centro-Oeste, e com o Paraguai. O rio Paraná nasce da confluência dos rios Paranaíba e Grande, quase no extremo oeste de Minas Gerais.

HISTÓRIA DO PARANÁ

A história do Paraná começa antes do descobrimento do Brasil, quando o atual território do estado era habitado por povos indígenas, como os tupi-guaranis, caingangues e xoclengues. Entre as primeiras cidades que foram fundadas, estão Paranaguá, Curitiba, Castro, Ponta Grossa, Palmeira, Lapa, Guarapuava e Palmas.

As terras que hoje pertencem ao estado do Paraná eram habitadas, durante a época do descobrimento do Brasil, pelos carijós no litoral do estado, do grupo tupi e pelos caingangues do grupo jê. No século XVI o Paraná, então em grande parte território da coroa Espanhola, foi colonizado primeiramente pelos Jesuitas. Em 1554, Domingo Martínez de Irala, Governador do Paraguai fez fundar Ontiveros, a uma légua do Salto das Sete Quedas. Mais tarde, a três léguas de Ontiveros, fundou a Ciudad Real del Guayrá, na confluência do Rio Piquiri. Em 1576, foi fundado à margem esquerda do rio Paraná, Vila Rica do Espírito Santo. Com três cidades e diversas "reduções" ou "pueblos" a região foi denominada com o status de "Provincia Real del Guaira". No século XVII os bandeirantes paulistas faziam incursões periódicas em seu vasto território, capturando-lhe os índios livres para escravizar-lhes. Já em 1629, os estabelecimentos dos Padres Jesuitas, com exceção de Loreto e Santo Inácio, estavam completamente devastados pelos bandeirantes paulistas6 e, em 1632, Vila Rica, último reduto espanhol capaz de oferecer resistência, foi sitiado e devastado por Antônio Raposo Tavares. Somente em 1820 o território ocidental do Paraná passou definitivamente à coroa portuguesa passando a integrar politicamente a província de São Paulo, sendo conhecida como "Comarca de Curitiba". No século XVII, descobriu-se na região do Paraná uma área aurífera, anterior ao descobrimento das Minas Gerais, que provocou o povoamento tanto no litoral quanto no interior. Com o descobrimento das Minas Gerais, o ouro de Paranaguá perdeu a importância. As famílias ricas, que possuíam grandes extensões de terra, passaram a se dedicar à criação de gado, que logo abasteceria a população das Minas Gerais.

Mas apenas no século XIX as terras do centro e do sul do Paraná foram definitivamente ocupadas pelos fazendeiros. No fim do século XIX, a erva-mate dominou a economia e criou uma nova fonte de riqueza para os líderes que partilhavam o poder. Com o aparecimento das estradas de ferro, ligando a região da araucária aos portos e a São Paulo, já no fim do século XIX, ocorreu novo período de crescimento. A partir de 1850, o governo provincial de São Paulo empreendeu um amplo programa de colonização, especialmente de alemães, italianos, poloneses e ucranianos, que contribuíram decisivamente para a expansão da economia paranaense e para a renovação de sua estrutura social. O Paraná era parte da província de São Paulo, da qual se desmembraria apenas em 1853. Nessa época, a produção de café começou a ganhar destaque. O rápido desenvolvimento da cultura cafeeira atraiu milhares de imigrantes das províncias do Sul, do Sudeste e do Nordeste do país.

Dois dos principais conflitos ocorridos no Paraná foram o Cerco da Lapa e a Guerra do Contestado (1912-1916), que foi um dos eventos mais significativos da história do Brasil no século XX, no limite com o estado de Santa Catarina. Ao longo do século XX, o Paraná destacou-se pela criação de empresas agrícolas, muitas vezes de capital estrangeiro, o que acelerou o processo de concentração de terras e de renda. Durante as décadas de 1970 e 1980, milhares de pequenos camponeses deixaram o campo em direção às cidades ou a outros estados e até países. No final do século XX e início do XXI, o Paraná atraiu muitos investimentos externos, e indústrias automobilísticas instalaram-se no estado

Fonte: Wikipédia


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